quarta-feira, 29 de junho de 2016

O turismo na Turquia

O turismo na Turquia, já sob o peso de repetidos ataques, corre o risco de afundar neste ano com o triplo atentado suicida ocorrido na terça-feira à noite (28) no Aeroporto Internacional de Istambul.
Pelo menos 41 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas neste novo ataque a atingir a maior cidade da Turquia, e a mais visitada também.
O quinto ataque suicida na Turquia em um ano, carrega, de acordo com Ancara, a marca do grupo extremista Estado Islâmico e, como qualquer ataque suicida, suas imagens chocam pela carnificina - muito destoante com os folhetos turísticos.
No último ano, os ataques em Istambul e Ancara, que mataram quase 200 pessoas e fizeram milhares de feridos, também assustaram os turistas, cujas chegadas atingiram seu mais baixo nível em 22 anos.
Eles atingiram uma indústria que era uma das principais fontes de renda da economia turca, com quase 30 bilhões de euros (R$ 110 bilhões) por ano.
Esta foi também uma das motivações expressas pelos Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), um grupo radical próximo do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), em sua reivindicação do atentado com carro-bomba bomba que fez 11 mortos em 10 de junho, no centro histórico de Beyazit, uma área turística de Istambul.
"Queremos alertar os turistas estrangeiros na Turquia e aqueles que querem vir para cá: Os estrangeiros não são o nosso alvo, mas a Turquia não é um país seguro para eles", ressaltou a organização.
Os ataques recentes afetaram principalmente as atrações turísticas mais emblemáticas: em Istambul, em 12 de janeiro, 12 turistas alemães foram mortos em um ataque suicida na área de Sultanahmet. O ataque, atribuído ao EI, foi perpetrado perto da basílica de Santa Sophia e da Mesquita Azul, joias do patrimônio cultural e arquitetônico da Turquia e pontos turísticos.
Centro Histórico Sultanahmet, erm Istambul, é um dos pontos turísticos da Turquia (Foto: Murad Sezer/Reuters)

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