quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Reina assumiu novamente

Seis ministros do STF decidiram que o peemedebista poderá continuar no cargo, mas ficará fora da linha sucessória da Presidência da República

Maioria dos ministros do Supremo decidiu pela permanência de Renan Calheiros como presidente do Senado
Divulgação/STF
Maioria dos ministros do Supremo decidiu pela permanência de Renan Calheiros como presidente do Senado
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (7) que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) poderá permanecer ocupando o cargo de presidente do Senado. Entretanto, a Corte definiu que o peemedebista não poderá exercer a função, ainda que interina, de presidente da República.
Seis ministros do Supremo votaram pela possibilidade de Renan continuar como presidente do Senado. São eles: Celso de Mello, Teori Zavascki, Dias Toffoli, Luiz Fux e Ricardo Lewandowski, além da presidente Cármen Lúcia. Outros três integrantes do colegiado decidiram pelo afastamento do peemedebista: Marco Aurélio Mello (relator do processo), Edson Fachin e Rosa Weber. Os ministros Gilmar Mendes e Roberto Barroso não participaram da sessão.
O argumento do grupo é o de que Renan, por ser réu em ação no STF, não poderá assumir o mandato de presidente da República em caso de vacância do cargo, conforme previsto na Constituição. Entretanto, ele pode continuar como presidente da Casa, desde que com a restrição citada.
O relator do processo contra Renan, ministro Marco Aurélio, manteve seu voto pelo afastamento do senador como presidente do Senado e chamou de “grotesca” a decisão da Mesa Diretora de ter ignorado a ordem judicial. Ele também ironizou o fato de o peemedebista ter se referido, em outubro ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, como “juizeco de primeira instância”. A afirmação foi feita depois que o magistrado autorizou operação da Polícia Federal que culminou na prisão de policiais legislativos por supostas interferências às ações da Operação Lava Jato.

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